domingo, 4 de junho de 2017

Sobre o amor, um poemônica (poema e crônica) ou devaneios ao som de Interpol no Habibs ou devia estar estudando física

Estou triste por causa do amor.
Na verdade, eu não sei se é por causa do amor. Tenho problemas ao meu redor, obrigações, e elas me cansam.
É cansativo. Desejar alguém tanto, esse fato ser conhecido e nada poder ser feito. Sufoca demais, te mata por dentro.
Mas não era o amor um sentimento bonito?
(Era pra ser, mas dá tudo errado)
De repente, seu problema de tristeza não se relaciona somente com o amor. Ele vira a solução.
Você tem 1001 problemas mas está amando e você procura nesse amor, a cura de tudo.
Tudo parece melhorar, o amor "curou" (ou disfarçou) o problema, você se motiva, fica alegre, quase muda de personalidade, deposita toda sua esperança nele
E de repente ele acaba: e os problemas que antes eram muitos se triplicam. É como uma costura mal feita: ela vai segurar, mas pode acabar soltando. O problema tá na confiança que depositamos na costura mal feita. O amor pode ser mais do que isso, mas temos mania de coisas rápidas, e acabamos nos fodendo, mas voltando a minha individualidade....:

Estou triste pois encontro-me num limbo!
Um amor não correspondido que eu continuo a colocar esperanças irreais. Eu não posso prever o futuro, mas queria tudo pra ontem.
Não posso falar de nunca quando nem se teve o começo.
Quem sabe no futuro essas palavras sejam lamentações sem motivos?
Coloco paranoias em minha cabeça que não fazem um pingo de sentido, mas que por serem da minha cabeça, acredito fielmente. Qual meu problema?
E eu quero um amor que me cure, tô reclamando do que ele faz mas é isso que eu quero, quero esse gosto de salvação na minha boca.

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