segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

sideralismo

andando nas ruas
escuto alguns passos?
na verdade, não são passos
são sons?

tocam meu ombro
mão fria e gelada
assusto-me
não entendo
que lingua é essa




subo e estou voando
sentindo, pulando
canto com alegria
minhas canções
sem julgamentos

não me comuico
apenas sinto
uma metáfora maldita
conpleta esse verso

"Estás coma cabeça no mundo da lua"
realmente, estou

doce

De todos os doces,
os teus eram os mais impuros
as adoráveis tentações
as destrutivas decisões.

O suave modo de falar
os suaves toques
não existentes
da minha cabeça.

O que acontece?
Que tentação!
Teu encatador movimento
Inexistente!

Pegue na minha mão
e
seja veloz
porém, ainda,
Quero fugir, correr
de ti


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

carta a syd barrett

De Salto em Salto
eu subo,
voo,
eu cai.

Vou pulando em nuvens,
Vendo vocês,
acho bonito as cabeças
e é tal bonito...

Vocês, se lembrando de mim
por mero desempenho economico?
É bonito ser lembrado,
quando eu mesmo não me assemelho.

Queria ter visto tal mundo bonito,
onde tudo era colorido,
onde tais amigos existiam,
não compunham apenas um mero nome

Rejeito tal realidade no qual eu era feliz
Me perdi no caminho de volta
Talvez tenha sido algo que tomei,
ou provavelmente, apenas me revelei.

domingo, 28 de setembro de 2014

Poema pra Larissa

Então, amor
A sua amiga, Soninha
Sabe ela?
Ouvi dizer que caiu de um penhasco.
Que horror, não?


Estive no lugar do crime,
digo que é um crime, suponho que seja a única que saiba
Pois fui eu a grande autora deste e
Ao ver
as pessoas comentando "Coitada, era amargurada da vida"
SINTO que fiz tudo certo.

Mas então Lari, permita-me que eu te chame assim?
Via que você tinha uma certa afeição a Sônia
Ela era uma garota bonita, atraente.
Se meu amor por você não fosse tão grande
Quem saiba existisse uma Nathália e Soninha também?

Mas de fato, não consigo imaginar
Soninha te dando certos prazeres
Tocando a tua pele escura
Não consigo.
Pois a única dona de tua pele macia e ilegal
Era eu.


E agora vejo você aqui, amour
Amarrada a cadeira da sala de jantar
Se lembra quando a gente morava junto
E jantávamos, aqui mesmo
Se lembra quando não existia nenhuma Soninha?

Pois, agora existe
(oops, na verdade não mais.)
E eu acho amor
Que não existirá uma Larissa também.



sábado, 27 de setembro de 2014

Pavuna

Vejo você passar, tento te alcançar
Mas por que, meu amor, você me ignora?
Uma mistura de amor, e ódio
Junta nós dois.


Acompanhei-te toda minha vida.
E você nunca, nunca pareceu me deixar.
Não penso mais direito.
Oh amor, só penso em te destruir..


E eu ainda tento
tento nos juntar.
mas parece que nunca daremos certo
pois ao te ver, sinto aquela raiva
a mais profunda raiva
que é
a amargurice do amor.

domingo, 4 de maio de 2014

Poema pra Bea.

Não importa se o caixão esteja aberto
Nao importa, por mais que eu escreva

Nao importa, se eu sofra,
se eu sinta o frio, em qualquer estação;
frio que antigamente sempre existiu em mim,
mas que você, fez desaparecer

Não importa, mais.
Não posso ver, não posso tocar


Não importa, a Beatrice já está morta.

amizade

  sou uma pessoa extremamente apegada a tudo e não esqueço nada, nada nessa vida. (Isso nunca me trouxe nada de bom) i, você foi uma melhor ...