domingo, 28 de setembro de 2014

Poema pra Larissa

Então, amor
A sua amiga, Soninha
Sabe ela?
Ouvi dizer que caiu de um penhasco.
Que horror, não?


Estive no lugar do crime,
digo que é um crime, suponho que seja a única que saiba
Pois fui eu a grande autora deste e
Ao ver
as pessoas comentando "Coitada, era amargurada da vida"
SINTO que fiz tudo certo.

Mas então Lari, permita-me que eu te chame assim?
Via que você tinha uma certa afeição a Sônia
Ela era uma garota bonita, atraente.
Se meu amor por você não fosse tão grande
Quem saiba existisse uma Nathália e Soninha também?

Mas de fato, não consigo imaginar
Soninha te dando certos prazeres
Tocando a tua pele escura
Não consigo.
Pois a única dona de tua pele macia e ilegal
Era eu.


E agora vejo você aqui, amour
Amarrada a cadeira da sala de jantar
Se lembra quando a gente morava junto
E jantávamos, aqui mesmo
Se lembra quando não existia nenhuma Soninha?

Pois, agora existe
(oops, na verdade não mais.)
E eu acho amor
Que não existirá uma Larissa também.



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